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A SAÚDE DAS EMOÇÕES

Health insurance or love conceptQuando tratamos das situações corporativas ou pessoais no mundo da imaginação, o nível de comprometimento emocional não é considerado de maneira adequada. Mas ao sair a campo e vivenciar as mais diversas situações da vida, não há como “deletar” as emoções. Alguns conseguem negá-las, suprimi-las, rejeitá-las, enfim, uma gama de mecanismos de defesa que dão a falsa sensação de que “está tudo sob controle”.

O corpo responde a esses mecanismos de algumas formas, tais como: úlceras, enxaquecas, dores musculares, sobrepeso e tantas outras doenças psicossomáticas. Por outro lado, deixar que a emoção se manifeste da maneira como surge também não traz muitos benefícios. Já imaginou ficar com raiva e sair batendo em todos à sua volta? Também não é a melhor escolha.

Diante destas duas opções, igualmente inconvenientes, o que fazer? Aprender a gerenciar as emoções. Mas o que isso quer dizer? Segundo Daniel Goleman, o gerenciamento das emoções é um processo que passa pelo reconhecimento, aceitação e compreensão dos sentimentos e dos motivos que as desencadearam. Já Maturana, diz que as emoções são predisposições para a ação. Cada emoção pede uma ação. A felicidade pede celebração, risos, compartilhamento; a tristeza, choro, luto, etc.  E você, como anda gerenciando suas emoções?

A Sferas em parceria com a ReSurgir Desenvolvimento Humano tem como filosofia e premissa de atuação a sustentabilidade afetiva. Tanto para intervenções de desenvolvimento pessoal quanto profissional. Afinal, se somos um ser formado por mente e emoção, nosso trabalho deve levar em consideração esse olhar sistêmico em sua construção.

Pense nisso!!!

RENATA FRIAÇARENATA

Colaboradora do BLOGSFERAS

Coach e Facilitadora do Desenvolvimento Humano

 

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GENTILEZA GERA GENTILEZA

Logo Gentileza

Esta frase escrita por um homem sábio e pouco conhecido, Sr. José Datrino – o Profeta Gentileza, é uma das verdades mais interessantes que já ouvi.

Se observarmos nosso dia a dia moderno, estamos em uma época em que vivemos correndo (apesar de não sabermos para onde!) e que pouco convivemos com nossa família, amigos e com nós mesmos.

Esta correria tem tornado o homem um ser mais desatento para valores muito importantes do seu convívio, nos meios em que transita, seja na família, entre amigos, no trabalho e no meio social.

A gentileza, quando praticada, proporciona resultados fantásticos, mas quando a esquecemos, esses resultados podem ser muito desagradáveis!.

Experimente em um dia de trânsito intenso, não dar passagem a um veículo bastante apressado, que não consegue esperar sua vez e está quase batendo em seu carro. O que pode acontecer? São inúmeras as possibilidades e nem sempre positivas. Isto nós passamos e também presenciamos todos os dias!

Agora vejamos uma situação oposta, em que você simplesmente dá passagem para este veículo. O indivíduo vai embora na sua pressa, as vezes lembra de lhe agradecer, porém o mais importante é que você segue seu caminho em paz e com a tranquilidade de quem acabou de praticar uma gentileza.

A gentileza pode ser praticada em dezenas de outras situações do nosso cotidiano: em uma fila de banco, do supermercado, do aeroporto, no ato de dar um “bom dia” ao entrar no elevador, ao passar pela portaria do prédio, ao chegar no local de trabalho e também para pessoa que acorda ao nosso lado, todos os dias!

E você pode me perguntar! O que vou ganhar com isto?

Eu lhe digo que, no mínimo, uma onda de gentileza de retorno, na forma de um bom dia, de um sorriso sincero, um muito obrigado, um aceno de mão ou mesmo nenhum gesto ou palavra. Apenas a sensação interna de ter feito algo gentil, que não custou nada, e pode ter feito uma baita diferença na vida da pessoa que recebeu sua Gentileza!

Cássia Amélia Chieco – COLABORADORA DO BLOGSFERAS

CASSIA CHIEKOCássia Chieco: Master Coach pelo Center For Advanced Coaching (USA) e Practtioner em PNL pela Sociedade Brasileira de PNL. É executive, professional e life coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Graduada em Gestão de Empresas pela FMU (SP) e em Educação Física pela Universidade Católica (BA). Tem 10 anos de experiência na área comercial, atua como consultora em desenvolvimento de pessoas e membro participante na Academia de Coaching.

RESGATANDO OS VALORES HUMANOS

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Estamos presenciando um ano bastante conturbado, provocador de pensamentos e emoções não tão boas. Violência urbana, violação de privacidade, crimes bárbaros, deboches e descasos com os compromissos públicos assumidos.  No âmbito privado, nos deparamos com a crescente prática de bulling, assédio moral, atitudes de falta de tolerância com as minorias ou com os diferentes; e outros tantos exemplos tristes.

Afinal, o que está acontecendo na sociedade? O que significa tudo isso e como podemos melhorar este quadro? Por que tudo isso nos afeta e até causa uma sensação de descrença na possibilidade de existir um mundo melhor? 

Uma possível e válida resposta é a ausência da prática de VALORES HUMANOS. É o nosso distanciamento cada vez maior de algo que faz parte da essência do ser humano. Há alguns anos fui apresentada a um trabalho maravilhoso, idealizado por Raissa Cavalcanti (que nos deixou ano passado) e aplicado pelas psicólogas Patricia Hernandez e Vivianne Marzola junto aos educadores da rede pública. O objetivo desse projeto era exatamente resgatar os valores humanos fundamentais nas escolas como alavanca positiva de transformação social. Lindo trabalho!
Por causa desta magnífica iniciativa, o tema VALORES HUMANOS me despertou, me fez pensar e concluir que realmente o que falta em nosso mundo é a presença cada vez menor deles, seja nas famílias, nas escolas e, até mesmo, nas empresas. Para melhor entender o que significa esta linha de pensamento, primeiramente vamos definir e esclarecer o que são Valores Humanos.
Segundo o dicionário Aurélio, valor se refere a “juízo de valor, julgamento que enuncia uma apreciação (por oposição a juízo de realidade, que se limita a constatar um fato).” Os gregos definiram os valores como virtudes, qualidades potenciais do ser humano que deveriam ser desenvolvidas por todo aquele que deseja alcançar a excelência. Aqui, vemos algo interessante: os gregos afirmavam que está na essência do ser humano a busca pela excelência.
Toda e qualquer escolha que um indivíduo faz pressupõe um valor. Assim, os valores estão presentes na vida cotidiana e permeiam todas as ações e atividades realizadas, o que estreita bastante o mundo dos valores com o próprio ser. Os valores revelam a forma como o indivíduo percebe o mundo.
Também é importante dizer que os valores são aprendidos e assimilados inconscientemente, não sendo questionados quanto a sua validade. Assim, é muito útil e transformador darmos uma paradinha e verificarmos quais são os nossos valores e como eles estão nos condicionando. Do mesmo modo, devemos olhar para tudo que ocorre em nosso entorno e buscar entender quais são os valores que imperaram nos grupos em que vivemos. Um exemplo fácil de entender é a famosa Lei de Gérson que se instalou no Brasil a partir de uma propaganda de 1976 criada pela Caio Domingues & Associados, que havia sido contratada pela fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca de cigarros Vila Rica, para a divulgação do produto.  Na cultura brasileira, a Lei de Gérson tornou-se um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. A “Lei de Gérson” acabou sendo usada para exprimir traços bastante característicos e pouco lisonjeiros do caráter midiático nacional, associados à disseminação da corrupção e ao desrespeito a regras de convívio para a obtenção de vantagens pessoais.
Assim, os valores são definidos como princípios éticos fundamentais que norteiam as ações das pessoas. É necessário ter consciência ética desenvolvida para poder abrir mão de qualquer vantagem em função da atitude que julga ser correta. No entanto, aquilo que se julga eticamente bom nem sempre é agradável ou vantajoso para aquele que o pratica.

VALORES HUMANOS FUNDAMENTAIS

É uma classe especial de valores que pertence à esfera do ser ideal, do transcendente. Estão vinculados ao espírito, propiciam a manifestação da divindade interior. Estão gravados na psique humana. Independem de cultura, de época ou mesmo de raça, ideologia, crença e condição social.
Estando em consonância com a essência humana mais profunda, que busca a excelência, a prática de  VALORES HUMANOS FUNDAMENTAIS sempre traz um sentimento de alegria e bem estar interno, pois de alguma forma o homem sabe o que é bom e benéfico para si e para o outro.
Neste plano, cinco VALORES HUMANOS fornecem uma visão mais íntegra do potencial de realização humano:

VALORES HUMANOS FUNDAMENTAIS
 
1. VERDADE: é aquilo que deve ser dito. É a força que move o ser humano em busca de conhecimento, sabedoria, honestidade, sinceridade, ação justa com o outro.
2. AÇÃO-CORRETA: é a expressão prática das virtudes. É o ato que motiva o ser humano a realizar atividades que são benéficas para si mesmo, para o outro e para a sociedade.
3. PAZ: é o que deve preencher a mente. É o estado interno de calma e tranquilidade. É o que permite a resolução de conflitos emocionais intra e interpessoais.
4. AMOR: é uma energia que necessita se expandir dentro de nós. É fundamental para a própria sobrevivência do homem. É o valor subjacente a todos os outros valores.
5. NÃO-VIOLÊNCIA: é o que devemos ser plenamente. É a manifestação do impulso eterno para a fraternidade, a união, o amor. Exige que a Verdade, a Paz e o Amor estejam bem enraizados. É uma forma de sentir e perceber o mundo que leva o indivíduo a uma ação que evita qualquer tipo de sofrimento.

 Os cinco valores humanos fundamentais se desdobram em valores correlatos ou complementares. Assim, é possível a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa, desde que se substituam valores distorcidos por valores humanos espirituais. E essa mudança começa no indivíduo, antes de se pensar em grupos. Esta transformação vem de dentro pra fora e depende da disposição genuína para o autoconhecimento.
Tanto a família quanto os educadores são os principais agentes potenciais de transmissão de valores humanos. Através de um processo educativo que tenha por finalidade a formação de indivíduos mais éticos, com elevado padrão moral, é possível a restauração da sociedade.
A consciência da importância dos valores possibilita que a transformação individual e coletiva ocorra. Dar menos ênfase ao material e incluir o espiritual como parte essencial do ser humano é imprescindível. Este nos parece o antídoto para o caos que vivemos. Vamos prestar mais atenção nos valores que estão regendo nossas ações, portanto!

CONSIDERAÇÃO FINAL: o conteúdo deste post foi baseado na apostila MANUAL DOS VALORES HUMANOS, desenvolvido por Raissa Cavalcanti, Patricia Hernandez e Vivianne Marzola, através do Instituto Ânima de Sophia e patrocinado por Fundação Itaú Social. Foi uma honra tê-las conhecido e presenciado este trabalho.

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