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DAR DIREÇÃO É A PRIMEIRA FUNÇÃO DO LÍDER

400_F_7113963_9PvTXzVNdmpSP4e78xC5Ka5KQsRSPaMO (2).jpgO papel de liderança é um dos maiores desafios do ser humano, especialmente porque requer a prática de habilidades variadas e o constante hábito de observar e concluir quais foram os resultados colhidos a cada iniciativa. É AÇÃO e AVALIAÇÃO contínuas.

Dada a competitividade, necessidade de mudanças e busca contínua por melhorias e redução de custos, os profissionais que usufruem do papel de liderança são forçados constantemente a se manterem em estado de atenção para garantir o atingimento dos objetivos empresariais. E, como ninguém constrói nada sozinho, é através de suas equipes que os líderes obtêm sucesso em seus empreendimentos. Por isso, tudo começa com a função de dar direção para a equipe. É primordial que cada membro subordinado saiba e entenda para onde está se dirigindo e qual é a sua contribuição produtiva para o alcance da meta definida.

Apesar de parecer óbvio, na maioria das vezes o que ocorre é falta de definição e clareza de rumo, provocando uma espécie de confusão mental e dispersão de energia produtiva. A questão aqui começa na necessidade primária de se estabelecer os rumos estratégicos, e isso vale para qualquer negócio. Onde quero chegar em “X” tempo? Qual é a minha missão empresarial? Que mercados e clientes quero atingir? Quais são os meus talentos e diferenciais? Qual a estrutura organizacional mais adequada? Quais recursos (humanos, tecnológicos e materiais) serão necessários? Essas são perguntas a serem respondidas.

Talvez você pense que responder essas perguntas seja perda de tempo ou inutilidade frente ao ambiente em constante mutação, no entanto essa definição é o primeiro passo para uma gestão efetiva. É claro que essas respostas devem partir e se formalizar nas instâncias hierárquicas superiores, porém quanto mais compartilhadas e disseminadas se tornarem na cultura da empresa, maiores serão as chances de ampliação da competitividade, engajamento do capital humano, uso inteligente de recursos e conquista dos resultados esperados.

DESAFIO PURO

objetivos estrategicosPraticar a função de dar direção às pessoas nos processos produtivos em todas as dimensões organizacionais é um desafio dos mais potentes. O segredo está em traduzir e gerar significado em todas as camadas hierárquicas. Por exemplo, se a Alta Direção de uma empresa de energia limpa definir como objetivo estratégico: “fornecer produtos e serviços adequados aos clientes, por meio de procedimentos que aplicam com objetividade, os conceitos e práticas da qualidade total e respeito ao meio ambiente” tanto o contingente tático quanto o operacional devem entender a integralidade do que significa isso em seu dia a dia. Assim, quando um colaborador da base da pirâmide hierárquica sugerir uma mudança no processo produtivo ou mesmo a substituição de uma pequena peça que propiciará menos danos a natureza, ele estará de fato trazendo concretude ao aspecto subjetivo do objetivo estratégico.

Daí vem a necessidade do estado de atenção e questionamentos constantes das lideranças para buscar entender qual o significado dado aos rumos propostos e identificar causas de possíveis rejeições ou barreiras para o engajamento. Uma vez internalizado o objetivo estratégico, caberá ao líder decodificar isso em indicadores de performance e conduzir a equipe a partir dessas métricas.

BENEFÍCIOS DA FUNÇÃO

Praticar essa função é vital para Empresas por dar sinergia ao negócio e ser o primeiro passo na construção de equipes de alta performance. Assim, para estimular essa consciência, apresentamos os benefícios em dois campos:

400_F_18773348_og2kR9jyIo8NsB3CYGUy2S9ny4u6oaNSNo campo dos recursos destinados aos desafios, podemos elencar alguns importantes benefícios:

  • TEMPO & ENERGIA: uma equipe bem esclarecida quanto ao objetivo a atingir, reduz a perda de tempo rumo à direção errada. Os obstáculos continuarão a existir, porém eliminar o desperdício de energia inútil constituirá um fator competitivo vigoroso a medida que concentrará esforços naquilo que se quer atingir.
  • RECURSOS MATERIAIS & TECNOLÓGICOS: tecnologia aplicada, instrumentos e ferramentas de trabalho são recursos de alto custo, sendo portanto um fator de viabilidade do negócio e da operação em si. Por isso, quando uma Organização não apresenta clareza na sua diretriz estratégica, o impacto direto está no aumento de custos e despesas que não efetivam resultados promissores.
  • GESTÃO DE PESSOAS: colocar a pessoa certa na função certa! Se temos a clareza do que queremos realizar, a gestão de pessoas torna-se mais facilitada. Selecionar pessoas, treiná-las, propiciar feedback, avaliá-las e tirar o máximo de proveito do talento de cada um, é um papel do líder e torna-se mais fácil quando a direção está bem definida.

400_F_18443458_bOInnUKqih72LlhWLeblWsY3x37OSHluNo campo relacional podemos indicar alguns ganhos, a saber:

  • GESTÃO DE MUDANÇAS: conduzir mudanças necessárias e correções de rota são desafios constantes nas Organizações. Quanto mais o líder investir no esclarecimento da direção, maior será a aderência de sua equipe para se adaptar ao novo e se reconectar ao objetivo desejado. Outro benefício importante é a qualidade do processo decisório, no sentido de se avaliar se a mudança está mesmo sendo dirigida para o alvo desejado. Aqui vale uma dica: preste atenção nas objeções dos envolvidos, pois poderão trazer informações importantes a serem consideradas nas decisões de mudanças.
  • GESTÃO DE CONFLITOS: o aparecimento de conflitos na equipe é sempre uma oportunidade de reconhecimento de forças, fraquezas e potenciais de mudanças. Quando um líder é hábil em mostrar qual é o objetivo comum e qual a contribuição de cada um, os conflitos tendem a acabar e ainda provoca o fortalecimento da equipe, à medida que cada um reconhece qual sua contribuição no time e no sucesso obtido.
  • LIDERANÇA EFICAZ: definir direção, disponibilizar os recursos, orientar e motivar esforços para um alvo comum, são os princípios da liderança efetivamente orientada para resultados de alta performance. Assim, propiciar a visão compartilhada do sonho e o que cada um ganhará com isso, é a preparação para tornar o terreno fértil para a futura colheita.

É isso!

E você líder, tem clareza da direção que está tomando? Onde mesmo você quer chegar? Esclareça sempre isso para você e para seus liderados.

ASSINATURA 2015 BLOGSFERAS

O HORMÔNIO DO ESTRESSE E O DESEMPENHO

O tempo todo lemos, falamos e ouvimos algo sobre o estresse, sobretudo sobre os danos que ele causa na nossa saúde física, mental e emocional. De fato, este é um dos principais vilões da vida contemporânea, mesmo para quem vive afastado dos grandes centros urbanos.
Mas, muitas vezes, é preciso fazer justiça e trazer à tona outra vertente dessas verdades que a mídia e os profissionais da saúde defendem como absoluta, sem nenhuma intenção de atacar ou contrapor opiniões pautadas em bom senso e conhecimento científico.
Há cerca de um século, dois psicólogos chamados Yerkes e Dodson iniciaram estudos para entender como o Eixo HPA (circuito que descarrega os hormônios do estresse) aciona a amígdala – massa esferoide situada no sistema límbico e é um importante centro regulador do comportamento sexual, dos sentimentos e da agressividade. O que de fato eles buscavam, era entender como o cérebro opera para facilitar ou dificultar o desempenho do ser humano numa determinada área ou tarefa (profissional, acadêmico, esportivo, aprendizagem, etc.).
Nesta pesquisa, Yerkes e Dodson descobriram que há três estados que representam o desempenho: ÓCIO, FLUXO e ESGOTAMENTO. Todos têm impacto real na capacidade de uma pessoa desempenhar, sendo que o ócio e o esgotamento interferem negativamente e prejudicam o resultado; já o fluxo é capaz de elevar a capacidade produtiva a níveis bem positivos.

O IMPACTO DO ESTRESSE SOBRE O DESEMPENHO

Com o avanço da neurociência, a tese de Yerkes e Dodson pôde ser testada e comprovada, mostrando exatamente como isso funciona em nossa fisiologia. Para facilitar este entendimento, observem o gráfico a seguir:
 

grafico do estresse X desempnho
Segundo os neurocientistas, o segredo do desempenho está na dosagem que recebemos do hormônio do estresse; se pouco, ficamos entediados e se muito, estressados. Mas, na verdade, esta lei não é tão simples assim. Tudo acontece a partir da composição SER HUMANO + OBJETIVO + MEIO AMBIENTE e é aí que tudo se complica! Porém, Daniel Goleman traz algumas conclusões interessantes e úteis ao papel de liderança e mesmo de autogestão.

Assim, a pergunta mais apropriada neste momento é: como manter os membros de nossa equipe na zona do estresse bom (ZONA DE FLUXO – ALTO DESEMPENHO)?

Para responder esta questão, é necessário analisarmos as três zonas de desempenho e contextualizá-las no mundo organizacional. Vamos lá?

ZONA DE OCIOSIDADE

400_F_41956640_znK7erff0arw8VhVMuyl6pGt530UAbzzEstado em que o ser humano tem pouca ou nenhuma motivação. Nesta zona, o grau de toxidade do hormônio é baixo, mas, em contrapartida, o desempenho está muito aquém ao esperado. Sabe aquele profissional que só faz o suficiente para manter o emprego? Falta brilho no olhar, há demonstra conexão com as metas e objetivos, não há empenho.
Pesquisas mostram que empresas com alto desempenho têm 10 vezes mais funcionários empenhados do que desinteressados, ao passo que companhias de desempenho médio há somente 2 funcionários empenhados para cada um dos desinteressados.

  400_F_15456753_I7iK5aDCokbCcRb50DilTx4ZptZERz6ZZONA DE ESGOTAMENTO

Aqui é quando as exigências tornam-se grandes demais, quando a pressão oprime. Nesta zona, o organismo libera uma dose excessiva de hormônio do estresse e isso começa a interferir na nossa capacidade de trabalhar bem.
Quando entramos na zona de esgotamento torna-se impossível aprender, inovar, escutar e planejar de forma eficaz. Na verdade, os custos do estresse neste nível, por tempo prolongado, vão além do desempenho, pois afeta o sistema imunológico e nervoso, portanto destrói a saúde.
Além disso, evidenciam-se mudanças comportamentais negativas, como perda da capacidade cognitiva, perda de envolvimento emocional com o meio ao qual interage e desinteresse. 

400_F_44112645_GuY4ggG2mqDGleB0qcs1eunUlskM8HxEZONA DE FLUXO

É a chamada zona de desempenho ótimo e de estresse bom. Representa um pico de autorregulação – máxima subordinação de emoções ao serviço do desempenho ou da aprendizagem.
Aqui o foco do indivíduo não se distrai e há até mesmo euforia na realização da tarefa ou ação. É quando alcançamos o estado genuíno de uso do melhor de si. Arrebatamento, concentração inabalável, agilidade e flexibilidade em responder a desafios, eficiência cognitiva máxima, sentimento de prazer com o que realiza, são exemplos do que acontece quando o ser humano encontra-se nessa zona.

Concluindo: quanto maior o número de funcionários na zona de fluxo, maior a chance da empresa obter alto desempenho. Daí é necessário voltarmos à questão anteriormente feita: como fazer a gestão do estresse na equipe a fim de obter o melhor desempenho?
Pessoalmente, acredito que a chave do sucesso para ter uma equipe de alta performance está mesmo nas mãos dos líderes. Primeiramente através da capacidade de estabelecer e comunicar com eficácia quais são os objetivos do grupo. Depois, de saber colocar cada membro da equipe na exata posição de suas habilidades e talentos. E, por último, de perceber o potencial e os limites de cada um frente aos desafios.
Ajustar as exigências às capacidades da pessoa é uma questão de observação e dosagem. Se o empenho estiver subaproveitado aumente o desafio ao ponto dela mostrar sinais claros de seu envolvimento com o objetivo. Se notar que o funcionário está oprimido, reduza a carga, dê apoio, identifique qual é o ponto que está causando o estrangulamento – falta de capacitação, prazo de entrega apertado, ausência de recursos necessários, etc. Uma boa dica é focar na capacidade de concentração do indivíduo na tarefa, se notar que está disperso ou confuso, ele não está na zona de fluxo, portanto é preciso agir para realinha-lo.
Assim, seja na psicologia seja na neurociência, a importância de conhecer os talentos e habilidades e explorar positivamente os pontos fortes do profissional é totalmente relevante para se atingir alto nível de desempenho e produtividade. Alinhar pessoas, funções e desafios, resulta na principal missão do líder de sucesso. Por isso, observe e aja com inteligência emocional.

Cristina Gaspar
Consultora e Coach
Texto baseado no livro de Daniel Goleman – A Inteligência Emocional e a Neurociência