Arquivo da categoria: CULTURA ORGANIZACIONAL

GENTILEZA GERA GENTILEZA

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Esta frase escrita por um homem sábio e pouco conhecido, Sr. José Datrino – o Profeta Gentileza, é uma das verdades mais interessantes que já ouvi.

Se observarmos nosso dia a dia moderno, estamos em uma época em que vivemos correndo (apesar de não sabermos para onde!) e que pouco convivemos com nossa família, amigos e com nós mesmos.

Esta correria tem tornado o homem um ser mais desatento para valores muito importantes do seu convívio, nos meios em que transita, seja na família, entre amigos, no trabalho e no meio social.

A gentileza, quando praticada, proporciona resultados fantásticos, mas quando a esquecemos, esses resultados podem ser muito desagradáveis!.

Experimente em um dia de trânsito intenso, não dar passagem a um veículo bastante apressado, que não consegue esperar sua vez e está quase batendo em seu carro. O que pode acontecer? São inúmeras as possibilidades e nem sempre positivas. Isto nós passamos e também presenciamos todos os dias!

Agora vejamos uma situação oposta, em que você simplesmente dá passagem para este veículo. O indivíduo vai embora na sua pressa, as vezes lembra de lhe agradecer, porém o mais importante é que você segue seu caminho em paz e com a tranquilidade de quem acabou de praticar uma gentileza.

A gentileza pode ser praticada em dezenas de outras situações do nosso cotidiano: em uma fila de banco, do supermercado, do aeroporto, no ato de dar um “bom dia” ao entrar no elevador, ao passar pela portaria do prédio, ao chegar no local de trabalho e também para pessoa que acorda ao nosso lado, todos os dias!

E você pode me perguntar! O que vou ganhar com isto?

Eu lhe digo que, no mínimo, uma onda de gentileza de retorno, na forma de um bom dia, de um sorriso sincero, um muito obrigado, um aceno de mão ou mesmo nenhum gesto ou palavra. Apenas a sensação interna de ter feito algo gentil, que não custou nada, e pode ter feito uma baita diferença na vida da pessoa que recebeu sua Gentileza!

Cássia Amélia Chieco – COLABORADORA DO BLOGSFERAS

CASSIA CHIEKOCássia Chieco: Master Coach pelo Center For Advanced Coaching (USA) e Practtioner em PNL pela Sociedade Brasileira de PNL. É executive, professional e life coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Graduada em Gestão de Empresas pela FMU (SP) e em Educação Física pela Universidade Católica (BA). Tem 10 anos de experiência na área comercial, atua como consultora em desenvolvimento de pessoas e membro participante na Academia de Coaching.

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MODELOS DE NEGÓCIO, INOVAÇÃO E O DESIGN THINKING

Com a explosão da chamada Nova Economia, teóricos passam a observar modelos de negócio que efetivamente agregam valor e se traduzem em oportunidades de expansão e desenvolvimento.
Mas afinal, o que é Modelo de Negócio? Segundo Dornelas, trata-se da organização da ideia e sua transformação em uma maneira de executá-la que cria valor. Por isso, para pensar e entender o modelo de negócio mais adequado para uma empresa é preciso responder perguntas como: “quem é o cliente/consumidor?” “o que gera valor?” “como o negócio se remunera?” “quais são os recursos necessários?” “como se estruturam os processos?”.
Responder estas perguntas significa descobrir quais são as capacitações organizacionais, além de exercitar o pensamento estratégico fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Tais capacitações, por sua vez, consistem na complexa combinação de ativos, pessoas, valores, cultura e processos operacionais, consistindo em atributos-chave na determinação das vantagens competitivas. Prahalad e Hammel afirmam que esta “complexa combinação” é o que determina a definição do modelo de competências essenciais de uma Organização, permitindo assim desvendar o caminho para a aprendizagem organizacional.

MODELO DE NEGOCIO

 

Aqui começa um olhar especial para a importância da inovação no contexto do negócio. É preciso entender que inovação só existe quando uma ideia é criada, aplicada e é transformada em valor para empresa e/ou mercado. Portanto, inovar deve sempre implicar em mudanças, seja na adição de algo novo seja na recombinação de recursos existentes.

Tendo em vista os ambientes competitivos, em geral toda empresa requer alguma dose de inovação em seu processo operativo. No entanto, quase sempre o que se vê são ideias desconectas do core business ou mesmo dissociadas do que de fato agrega valor ao cliente ou consumidor final. Foi assim que Osterwalder e Pigneur propuseram um framework que facilite a visão sistêmica do negócio e propicie o uso da inovação em sinergia com o mesmo.

MODELO CANVAS

 business model canvas

 

Na perspectiva do empreendedorismo, Schumpeter ressalta que o principal fator motivacional do empreendedor é a possibilidade de ganhos extraordinários. Em outras palavras, a inovação é o agente capaz de tirar a competição da mesmice e criar uma dinâmica de mercado efetivamente empolgante na criação de valor e de vantagem competitiva.

 

O CONCEITO DESIGN THINKING

Ainda que o conceito de Design tenha surgido desde o início da era Industrial, sua importância para as empresas só veio à tona no século XXI. No Brasil, na década de 50, o design esteve associado às propriedades formais e à estética do objeto. Por outro lado, Kotler defende que deve estar presente em todo o desenvolvimento do produto. Em 2003, Mozota afirma que: “o design como estratégia é um reflexo do novo ambiente competitivo, que busca alternativas para alavancar o resultado das organizações através da inovação”.
É em 2009 que o conceito começa a tomar formas organizacionais, quando Brown afirma que o Design Thinking é uma abordagem que se apropria do processo mental do designer para a resolução de problemas para atender às necessidades das pessoas, dada uma tecnologia e uma necessidade comercial. Assim, a abordagem saiu do restrito âmbito da forma e da estética, sendo utilizada para resolução de problemas, geração de inovações e obtenção de vantagem competitiva.
O Design Thinking consiste em dar forma a um contexto em vez de tomá-lo como ele é. É desafiando padrões, fazendo e desfazendo conjecturas que os design thinkers inovam. Na prática, para que o conceito seja aplicado de fato é necessário o uso de três competências: Insight, Observação e Empatia.

  • OBSERVAÇÃO: é a capacidade de identificar inter-relações entre as partes de um contexto. O Design Thinker deve buscar encontrar casos extremos para entender os usuários que vivem, pensam e agem diferentemente.
  • INSIGHT: é a capacidade de utilizar a Análise e a Síntese. Ou seja, é quebrar problemas complexos para entendê-los melhor, e em seguida agregar os pedaços e desenvolver ideias, novos conceitos e novos produtos.
  • EMPATIA: momento de conectar as informações às pessoas e extrair daí a proposta de solução. A empatia consiste em observar com os olhos de quem a vivencia.

Brown argumenta sobre a importância de “tangibilizar” as ideias saindo das tradicionais linguagens escrita e numérica e usando desenhos e protótipos simplificados. Ele também diz que há três momentos no Design Thinking: Inspiração, Ideação e Implementação. Inspiração é a hora de identificar o problema através de perguntas que ampliam a visão da questão e obtém insumos para a geração de novas ideias. Daí o segundo passo é a Ideação que consiste na discussão exaustiva (brainstorming) acerca dos insights para solucionar a “imagem comum”, transformando-os em ideias. Por último, a Implementação entra para transformar as ideias em planos de ações. Em cada um desses momentos há um conjunto de metodologias apropriadas ao conceito.

O objetivo do presente post é apenas introduzir o assunto, mostrando como este novo conceito se encaixa na construção de modelos de negócios e de mudanças culturais que prezam a aprendizagem contínua. Porém, ele não encerra o tema e muito menos se propõe a esmiuçar metodologias envolvidas e já utilizadas pelos designers thinkers.  A sugestão é ler o artigo INOVAÇÃO EM MODELOS DE NEGÓCIO, do formando Victor Bueno, premiado pela FEA-USP em 2013, disponibilizado abaixo aos leitores do BLOGSFERAS. É interessante o case apresentado, onde é possível entender a aplicação prática do conceito.
Até breve!!!

 

Texto baseado no artigo de Victor Leonard Gaspar Bueno – FEA USP – Ano 2013.

Artigo – Victor Bueno – Inovacao em Modelos de Negocio, Aplicacao Design Thinking

A LIDERANÇA TEÓRICA E A PRÁTICA DA LIDERANÇA

Muitas vezes, me pego refletindo sobre por que alguns líderes são mais efetivos que outros? E, naturalmente, correlaciono minhas percepções com alguns conceitos que utilizo em treinamentos e programas de desenvolvimento.

Em 2013, tive uma experiência muito rica com uma empresa de pequeno porte, dinâmica, essencialmente comercial e que vem progressivamente se despontando entre os concorrentes do mercado de telecom. Aqui vou chamá-la de ZAZTRÁZ, vejam…

400_F_35792465_iQXwej0SlkI8MYzz4MiPycGLu80IRlD0ZAZTRÁZ nasceu de uma história de perdas financeiras e desde sempre foi agregando pessoas muito comprometidas com os ideais de seu fundador João Pedro. Ali todos arregaçavam as mangas e lutavam bravamente para alcançar as metas exigidas. Também notei que cada profissional se sentia parte do sonho João Pedro, havia senso de pertencimento pulsando naquela equipe. João Pedro, apesar de tímido, tinha o dom da palavra, ele falava com coração e para o coração de todos ali. Também tinha uma habilidade preciosa: era capaz de enxergar os talentos e os pontos fracos de cada um, lapidando-os na medida exata do necessário. Quando comecei a trabalhar para a ZAZTRÁZ, João Pedro me disse que tinha uma importante mudança a ser feita na estratégia de vendas da empresa e que isso significaria mudar a “cabeça” de seus líderes e, consequentemente, de seus vendedores. Juntos, começamos a fazer o trabalho de desenvolvimento de liderança que durou oito meses. João Pedro atuava em paralelo com a Sferas CONSULTORIA, sempre reforçando o caminho a ser percorrido. Ele nunca afirmava ser fácil a jornada, ao contrário, reconhecia que seria árdua e difícil essa mudança, mas também não deixava de esclarecer os benefícios para a ZAZTRÁZ e para cada um que nela trabalha. Tal como ele anunciou, dificuldades enormes surgiram, alguns desistiram no meio do caminho, mas a maioria persistiu e lutou bravamente. Sempre que conquistavam resultados positivos e visíveis de mudança, João Pedro não deixava de reconhecer individualmente os esforços e premiava todos os que conquistavam o que tinha sido acordado. Também apoiava e orientava as decisões e dúvidas de seus líderes, mostrando porque aquela não era uma boa ideia ou aprovando e implementando com rapidez, quando reconhecia uma oportunidade. A ZAZTRÁZ fechou o ano com seu objetivo atingido e com uma equipe muito orgulhosa de suas conquistas. João Pedro já começa 2013 desenhando metas ainda mais audaciosas.

Entre os projetos desenvolvidos na ZAZTRÁZ, realizei um treinamento de 16 horas, denominado A Prática da Liderança. O conceito abordado nesta intervenção foi criado pelos americanos Donald T. Tosti e Stephanie F. Jackson, cuja abordagem é bastante funcional.

Trocando em miúdos, Tosti e Jackson defendem que “um líder tem que ser capaz de definir a direção da sua equipe; despertar nela o desejo e a motivação para perseguir este caminho; e orientar seus liderados sempre que identificar desvios de rota.” Assim, estes americanos apontam três dimensões essenciais para um líder eficaz: DIREÇÃO – MOTIVAÇÃO – ORIENTAÇÃO.

Transportando este conceito para a ZAZTRÁZ, comecei a tentar identificar as ações, decisões e atitudes tomadas frente este conceito e quais foram os resultados:

  • DIREÇÃO: de acordo com o conceito, trata-se da habilidade para definir objetivos e metas, tanto com foco no operacional quanto no estratégico. É realizar hoje, construindo o amanhã.
    • A ZAZTRÁZ estava num momento de expansão, no entanto João Pedro identificava que seu crescimento não estava alinhado ao movimento do mercado e que precisava fazer um ajuste de rota. Para isso ele criou um projeto em que definia CLARAMENTE qual era o nicho de mercado a ser bombardeado. Sua atuação não foi somente explicar o porquê da mudança ou quais os benefícios para a Empresa. João Pedro conseguiu apresentar seu projeto mostrando o que cada um ganhava quantitativamente se redirecionasse seus esforços, além de fechar um compromisso de apoiar no que fosse necessário, inclusive contratando a Sferas CONSULTORIA para dar o suporte necessário.
  • MOTIVAÇÃO: a habilidade requerida aqui é criar na equipe o sentimento de fazer parte, de ter um papel e uma função clara no objetivo. Sem motivação, os indivíduos afastam-se da equipe ou dedicam o seu tempo à satisfação de necessidades próprias, em detrimento das do time.
    • João Pedro tem uma comunicação emocional, envolvente e comprometida com sua equipe. Não é discurso bonito e vazio. Ele se coloca lado a lado com eles, se disponibiliza para juntos perseguirem os desafios. Também utiliza mecanismos de reconhecimento a cada pequena conquista e dá espaço para novas iniciativas. Todos têm espaço para risco calculado, criando uma cultura de maior autonomia e de valorização de novas ideias.
  • ORIENTAÇÃO: tanto a equipe como seus membros precisam saber se estão, ou não, em sintonia com o time e quais as medidas que podem tomar para melhorar a situação.  Informações sobre sua evolução e sobre como melhorá-la; reagindo positivamente a essas mudanças.
    • Na ZAZTRÁZ o ritmo é alucinante e o aprendizado acontece na prática em 90% do tempo. Por isso, talvez esta seja a habilidade mais exigente para João Pedro. No meu ponto de vista, ele age muito mais no sentido de dar exemplos sobre como cada um deveria agir do que como um líder-coach. Pela larga experiência em vendas e mercado de telefonia móvel, João Pedro tem um feeling bem apurado e quase sempre acerta, por isso conquista um alto grau de confiança junto aos seus liderados. Mesmo sem ter um conhecimento mais profundo de ferramentas de gestão de pessoas, ele lança mão de ferramentas motivacionais e transmite a mensagem que julga ser necessária para aquele momento e o resultado quase sempre é AÇÃO-POSITIVA!

400_F_32529884_EJ0qN83hYbovwMz14Y94zLJLhS7iIrVNAssim, cruzando os conceitos com a prática, vamos percebendo como a vida organizacional acontece no dia a dia, auxiliando as empresas e suas equipes no aprendizado de novas ferramentas e, até mesmo, de novas formas de pensar e reconhecer o que se faz. Pessoalmente, considero este um dos mais interessantes e desafiadores projetos que realizei no ano de 2012. E que venham muitos desafios como este no ano que inicia.

Cristina Gaspar   –   Consultora e Coach –   Desenvolvimento Humano e Organizacional