MOTIVAÇÃO É A 3ª FUNÇÃO DO LÍDER EFETIVO

Finalizando a série das três funções primárias da liderança efetiva, hoje vamos abordar a MOTIVAÇÃO, o combustível do desempenho e da alta performance.

Cada vez mais, Organizações investem em programas de melhorias de processos e de treinamentos que incluam a inovação como ponto de partida para ampliação da competitividade. Daí, vem a fatídica pergunta: É POSSÍVEL SER INOVADOR SEM MOTIVAÇÃO? Segundo Graham Wallas, psicólogo inglês estudioso do pensamento criativo, motivação é o primeiro step do processo criativo, seguido de preparação, incubação e iluminação. A partir daí, ele defende a elaboração do plano de ação, da ação em si e da avaliação das conquistas obtidas.

Mas afinal de onde vem a motivação? Na verdade, ela é resultado da interação entre o indivíduo e o contexto. Quando falamos em indivíduo vamos falar de características, valores e necessidades próprias e é daí que nasce a possibilidade de estimular as pessoas para desempenharem com alto nível de energia, ampliando a possibilidade para soluções criativas e diferenciadas.

PASSEANDO PELOS TEÓRICOS DA MOTIVAÇÃO

Este é um tema que desperta muito interesse da psicologia organizacional devido sua relação direta com performance e resultados, prova disso é que inúmeros psicólogos se debruçaram para criar modelos teóricos aplicáveis no meio produtivo. Por isso, o BLOGSFERAS te convida a conhecer alguns deles e refletir sobre qual é o mais aplicável na sua equipe. Vamos a eles!

  • MASLOW – TEORIA DA HIERARQUIA DAS NECESSIDADES: determina que o ser humano tem uma escada de necessidades que a medida em que são substancialmente satisfeitas, o degrau seguinte torna-se predominante. Segundo Maslow, embora nenhuma necessidade seja 100% satisfeita por tempo prolongado, uma necessidade uma vez satisfeita não motiva mais o indivíduo. Uma crítica a essa teoria é não considerar aspectos culturais que podem influenciar a composição dessa escala.

MASLOW

  • HERZBERG – TEORIA DOS DOIS FATORES: a base da pesquisa desse psicólogo foi descobrir o que as pessoas querem de seus trabalhos, resultando numa categorização de elementos capazes de influenciar, positiva ou negativamente, a motivação humana. Assim, Herzberg definiu duas categorias: FATORES HIGIÊNICOS e FATORES MOTIVACIONAIS. O primeiro grupo é considerado extrínseco, ou seja, é formado por elementos externos capazes de influenciar a insatisfação das pessoas, mas não garantem a satisfação. O segundo grupo, é intrínseco e eleva a autoimagem acerca da capacidade de realização, promovendo assim a motivação. Uma crítica a essa teoria é que algumas pessoas atribuem aos seus sentimentos de satisfação os seus próprios talentos e aos de insatisfação às “forças ocultas”.

HERZBERG

  • McCLELLAND – TEORIA DAS NECESSIDADES SOCIAIS: após ampla pesquisa, McClelland identificou as três maiores motivações humanas responsáveis pelo desempenho profissional: necessidade de poder, necessidade de afiliação e necessidade de realização. Esta teoria levou a uma verdadeira revolução na gestão de pessoas, ampliando o foco anterior que valorizava apenas conhecimentos e habilidades para incluir as atitudes como fator relevante em desempenhos superiores e diferenciados.

MCCLELLAND

  • LOCKE – TEORIA DE DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS: parte do princípio de que os indivíduos concentram esforços quando em direção a objetivos, de modo que o estabelecimento de metas energiza o profissional, dirigindo seus pensamentos para uma finalidade. Dentro da realidade organizacional, essa teoria é condizente com os princípios de equipes de alta performance, onde cada membro deve saber qual é o objetivo e o que é esperado em termos de desempenho individual. O diferencial é construir metas claras, objetivas e mensuráveis, além obviamente de desafiadoras. Lançando mão do critério SMART, este exercício se torna bastante efetivo.

SMART

 

Veja um exemplo de meta com critério SMART: “Reduzir 5,5% o custo total de produção no decorrer de janeiro de 2015 a dezembro de 2015”. Partindo da hipótese de que esse percentual foi estabelecido com base em estudos estatísticos de eventos controlados, portanto é realista e desafiador, a meta não deixa dúvida nem sobre O QUE deve alcançar (redução do custo de produção) nem sobre QUANTO (percentual de 5,5%). Também define o espaço temporal (QUANDO) para ser realizada. E, para atuar como agente motivador, ela deve ser discutida e formalizada com cada membro da equipe, de modo a criar um pacto no time em relação ao alvo a ser perseguido.

 A escolha de uma teoria ou de uma composição delas é bastante pessoal, pois deve levar em consideração a cultura organizacional, os interesses e objetivos mútuos, o momento e o clima vigente. Caberá ao líder definir quais mecanismos quer instalar para propiciar um ambiente de estímulo a alta performance.

Sempre nas palestras as pessoas me perguntam se é possível motivar alguém e categoricamente respondo NÃO! O que podemos e devemos fazer é estimular o outro para a ação e para o engajamento nas ideias, projetos, metas e objetivos. Por isso, é responsabilidade da liderança observar e reconhecer o perfil de cada membro de sua equipe, pois o mecanismo e objeto de estímulo pode variar para cada indivíduo.

Este é um desafio dos bons e exige prática constante. Por isso, a dica de ouro é comece se auto motivando, observando em si o que causa motivação ou não. Quais são os seus sintomas de desmotivação? O que te leva a um estado de alta energização para a ação? Quando não “compra” uma ideia, qual é seu nível de entrega para o desafio? Em um momento altamente motivado, quais foram os aspectos responsáveis por essa energia? Sem dúvida, um fator comum a todos na elevação da motivação é se identificar com o propósito da ação. Saber e entender o PORQUE atrás do pedido ou da meta é determinante para acordos e esforços promissores, bem como pelo compromisso com o resultado esperado.

Lembre-se, um líder efetivo é aquele que é capaz de definir para onde a equipe está se dirigindo, estimular cada liderado para querer percorrer este caminho e, quando necessário, orientar cada um sobre qual a melhor decisão a ser tomada ou a melhor forma de realizar uma tarefa. De forma prática, este é o verdadeiro D.O.M. da liderança!!!

 ASSINATURA 2015 BLOGSFERAS

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