AS COMPETÊNCIAS DE UM COACH DE EXCELÊNCIA

PROCESSO COACHING

As últimas pesquisas indicam que o coaching vem, cada vez mais, sendo adotado pelas empresas e profissionais brasileiros como uma eficaz ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional. E, por se tratar ainda de uma área pouco conhecida pela maioria das pessoas, o BLOGSFERAS volta a discorrer sobre o tema. Desta vez, o enfoque é discutir as competências necessárias para que um Coach (profissional que conduz o processo de coaching) obtenha sucesso no seu papel e conquiste a transformação de seu Coachee (cliente que passa pelo processo de coaching), a partir do autoconhecimento e da ampliação da consciência.
Por isso, selecionamos 10 COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS para que analise os profissionais que pretende contratar ou que já contratou, auxiliando assim na melhoria de seu processo decisório e na elevação dos padrões profissionais de mercado. Vejamos:

1. É QUALIFICADO E EXPERIENTE

É crescente o número de escolas de diferentes linhas e de profissionais que se formam em Coaches nos últimos anos no Brasil. Essa diversidade deve ser vista com positividade, mas ao mesmo tempo com cuidado, pois é necessário avaliar o preparo e experiência do Coach com processos de desenvolvimento de pessoas. No momento de contratação do serviço, questione sobre a formação e escola conceitual adotada. Observe a coerência e a sinergia da bagagem profissional do Coach na construção dessa carreira.
A experiência também oferece um importante diferencial no processo de coaching. Um Coach não precisa ser um especialista em uma determinada área (por exemplo: área médica, área fitness, área gestão, área indústria, etc), mas sim dominar a técnica e as ferramentas utilizadas nesse processo. Um Coach experiente é capaz de desenvolver as ferramentas certas para cada Coachee, pois ele entende o que se aplica melhor para o objetivo desejado. Qualificação e domínio são fundamentais para que haja uma regência de qualidade no processo.

2. OFERECE AUTONOMIA

Coaching é antes de tudo uma escolha do Coachee (que passará pelo processo). Aqui a experiência e a habilidade do Coach contam muito, pois é necessário identificar o real desejo e compromisso do Coachee com o processo em si. Especialmente nos casos em que a empresa patrocina o processo de coaching, esta competência precisa estar afiada, pois, muitas vezes, os Executivos que estão passando pelo processo de coaching por orientação do seu Gestor ou do RH, podem inconscientemente sabotar o investimento. É preciso ter autonomia na decisão de fazer um trabalho de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, mesmo que recomendado pela empresa.

3. É FLEXÍVEL

Em geral, as escolas de coaching ensinam que o processo tem uma estrutura a ser seguida. Porém, se pensarmos que cada pessoa tem seu universo pessoal de questões e características, logo concluímos que não existe um roteiro ou programa a ser seguido (sessão 1 faz isso, sessão 2 faz aquilo, etc.). Quando o Coach opta por seguir um programa pré-formatado, ele perde a oportunidade de identificar mais a fundo onde estão os pontos a serem transformados para a obtenção de melhores resultados. Do mesmo modo que, como proforma de contrato, assume-se um número pré-determinado de sessões, mas isso não pode significar colocar o processo refém do documento. Como cada caso é um caso e cada pessoa é um universo particular, a velocidade com que se atinge o objetivo varia também, resultando numa variância de número de sessões.

4. É CONFIÁVEL

Por se tratar de uma relação que necessita de confiança para se tornar efetiva, observar e concluir se Coach é confiável é uma chave importante para o sucesso dessa decisão. Nos casos em que a empresa contratou o processo de coaching e requer relatórios e reuniões periódicas para medir as evoluções do Coachee, é essencial que haja clareza sobre o que pode ou não ser dito, perante um código de ética previamente declarado. É preciso a co-criação de um relacionamento tripartite (COACH – COACHEE – EMPRESA), onde todos têm papéis, expectativas e responsabilidades compartilhadas.

5. É PROVOCADOR DE DESEJOS DE MUDANÇAS

Note se seu Coach faz boas perguntas, daquelas que cutucam sua mente, te deixam até mesmo incomodado, mas, que ao mesmo tempo, motivado a descobrir mais sobre si mesmo e realizar coisas ainda não experimentadas. Uma boa pergunta ilumina uma estrada de novas possibilidades!
Um Coach de excelência deve ser capaz de provocar o desejo de novas experiências, de sair das velhas soluções e hábitos e adentrar em novas experiências no contexto do processo de coaching. É natural nos acomodarmos em nossa zona de conforto, onde tudo conhecemos e sabemos. Porém, se queremos expandir, desenvolver e crescer é preciso transformar velhos pensamentos em novas ideias; olhar o lugar comum e começar a enxergar partes não percebidas; reinventar-se e descobrir mais sobre si mesmo.

6. É UM BOM COMUNICADOR

Aqui a comunicação é mesmo a alma do negócio. Seja para ouvir (escuta ativa), seja para entender o lugar do outro (empatia), seja para falar (comunicação direta), o Coach necessita saber se comunicar bem para ter efetividade no seu papel. Articular ideias, explorar soluções, provocar pensamentos são habilidades essenciais para ter excelência. Além disso, é preciso estar atento à comunicação subjetiva, ou seja, àquela que é expressa através do corpo, sinais ou de atitudes manifestadas no decorrer do processo de coaching.
Muitas vezes, os Coachees têm a expectativa de que uma boa sessão de coaching é aquela em que o Coach falou ou ensinou algo o tempo todo. Quando na verdade, uma sessão genuína é aquela em que o Coach praticamente não falou, ouviu atentamente o relato do Coachee e fez as perguntas certas. Coaching é a arte de perguntar!

7. É ABERTO E TEM VISÃO DE FUTURO

Diferentemente da terapia psicológica, o processo de coaching é focado em um objetivo específico e no futuro desejado. Por isso, a diversidade de questões, características, preferências e experiências remotas são tratadas como informações úteis ao entendimento do contexto do Coachee e não podem jamais ser julgadas ou valorizadas. Um bom Coach é isento e não tem preferências por “certo” ou “errado”, é aberto e apenas observa e constrói o cenário daquele indivíduo para entender como ele normalmente opera, só então estabelece os mecanismos de mudanças e aprendizagem do novo.
Também ele deve ter a capacidade de ver à frente, de enxergar futuros. Assim, ele ajudará seu Coachee a construir a visão de futuro pessoal, traçar o caminho de seu sonho. Este é um exercício que requer doses intensas de abstração e, logo em seguida, porções generosas de objetividade para projetar a ponte entre o tempo presente e o tempo futuro.

8. É BOM PLANEJADOR

Planejar e definir metas requer a capacidade de organizar informações relevantes de modo a facilitar o alcance do objetivo desejado. Assim, um bom Coach deve ter a habilidade para auxiliar o outro na construção de um plano efetivo e viável. Como a implementação desse plano é de total responsabilidade do Coachee, o Coach não pode deixar de criar mecanismos que o comprometam no passo a passo a ser seguido e realizado após o processo.

9. É CRIATIVO

Quanto mais abertas e diversas as discussões, ferramentas de autoconhecimento, tarefas a executar fora das sessões, etc., maiores serão as chances de transformação do Ser. Por isso, a criatividade do Coach é um diferencial nesse trabalho de desenvolvimento pessoal e profissional. Usar brainstormings nas diversas etapas do processo; conhecer metodologias de ampliação do pensamento criativo; adotar recursos e materiais diversos (papel, tinta, massa de modelar, flipchart, painéis, pincel atômico, revistas, etc.); aplicar assessments; são alguns exemplos de recursos que o Coach experiente pode lançar mão para obter melhores resultados no processo.

10. É COMPROMETIDO

Por último, apontamos o real comprometimento do Coach com cada processo de coaching que conduz. Trata-se de um trabalho que necessita de vocação e de significado para ser diferenciado. Sugerimos como caminho mais indicado é buscar saber o que o Coach faz para se autoconhecer, se aprimorar, quais foram os projetos e trabalhos que fez e o que aprendeu com eles. Quanto mais apaixonado pelo Ser Humano, um ser biopsicossocial, mais comprometido com o Coachee ele estará.

step

Dizem por aí que quando a esmola é grande demais todo santo desconfia. Contratar um serviço tão especializado como o coaching, requer cuidado e análise. É preciso ter responsabilidade nessa hora, afinal o alvo do trabalho é, primeiramente, um ser humano e envolve investimentos de tempo, dinheiro, expectativas de resultados, etc. Por isso, faça sua lição de casa antes de contratar um Coach para você ou para sua empresa. E que tome a melhor decisão!!!

 

Cris Gaspar – Coach de Performance e Carreira | Consultora em Desenvolvimento de Pessoas | Treinadora e Palestrante

 

 

 

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