A IMPORTÂNCIA DO COACHING PARA UMA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL EQUILIBRADA

ENTREVISTA COM CRISTINA GASPAR

 Por Carina Bessa – Jornal Leve&Leia

“Coaching” é uma palavra inglesa que significa o ato de treinar alguém. Na história, do século XV ao XVIII, podemos encontrar várias referências à palavra na Europa, estando esta quase sempre ligada ao sentido de “instrutor” ou “tutor” de pessoas. Mas é na filosofia que se encontra o sentindo mais belo do termo “coaching”, pois se pode dizer que o mesmo também teve o seu nascimento na Grécia com filósofos como Platão, na sua habilidade de dissecar fatos e situações com indagações criativas, e Aristóteles que orientou Alexandre O Grande a buscar novas formas de enxergar a vida e estabelecer mudanças de comportamento para alcançar suas vitórias e conquistas. Atualmente em alta e muito requisitada, o Coach é um facilitador de indagações iluminadoras, que propõe tirar o coachee (“treinado”- o cliente) da zona de conforto e entrar em contato com situações que levem ao autoconhecimento e identificação de caminhos que conduzam à satisfação pessoal e à felicidade genuína. Com 17 anos de experiência em consultoria, formada em Coaching Ontológico e Certificada pela Persona Global, na Califórnia (USA), convidamos a Coach e Consultora de Desenvolvimento Humano e Organizacional, Cristina Gaspar, para falar um pouco sobre o assunto.

Como funciona o “coaching”?

Cristina: O “coaching” é um processo que tem começo, meio e fim, ocorrendo geralmente num intervalo de 03 meses, pautado numa questão ou “problema” específico, que pode ser pessoal ou profissional. O contrato é de 10 sessões, de 1 a 1,5 hora cada, com intervalo semanal ou quinzenal. Não há um padrão de mercado estabelecido para ações pós-finalização do processo, pessoalmente costumo fazer follow-up com meus clientes para saber como estão indo e quais foram as conquistas obtidas.

Essa duração depende de que tipos de resultados?

Cristina: De acordo com a técnica aplicada, o processo passa por uma fase de definição ou lapidação da questão a ser trabalhada, análise de contexto e definição do plano de ação. O que se busca é que o “coachee” empodere-se de suas forças e conscientize-se de suas fraquezas e crenças limitantes, provocando assim uma mudança de comportamento. É importante dizer que o processo de transformação é antes de tudo concedido pelo “coachee”: sem seu esforço pessoal nenhum “Coach” conseguirá provocar a mudança.

Existem diferentes tipos de coaching? Onde podem atuar?

Cristina: Sim, há o “Professional coaching”, o “life coaching”, o “coaching” de carreira, o “coaching” financeiro e outras modalidades. Por exemplo, hoje há “coaches” que estão se especializando em perda de peso para quem tem problema de obesidade. Devo alertar que em termos de essência metodológica todos os tipos de “coaching” seguem uma mesma base, o que efetivamente os diferencia é o objetivo do processo e as ferramentas que são criadas para atender cada objetivo.

Um coaching pode atuar em todas as áreas da vida. Especificamente em empresas junto aos líderes, ou membros de equipe que necessitam de alinhamento e ajustes no desempenho; na vida pessoal, todo ser humano em fase de transição ou que se encontre em momento de repensar e mudar algo importante. Hoje, o coaching está presente em escolas, universidades e grupos da terceira idade, por exemplo.

Quais os resultados alcançados por quem faz coaching?

Cristina: Através do autoconhecimento, o “coachee” passa a perceber com clareza onde está acertando e errando, quais ações facilitam ou prejudicam seus objetivos pessoais ou profissionais. Diria que o principal ganho é se apropriar da sua responsabilidade em relação ao que está sendo tratado no processo, descobrir talentos e qualidades potenciais ou adormecidas, entrar em contato com a própria alma e valores pessoais, dar sentido ao que faz.

Em relação ao “coaching” pessoal, como o profissional (coach) atua para tornar a vida do seu “coachee” mais feliz?

Cristina: Colocando-o em contato com sua missão de vida, seus valores pessoais e confrontando-o com suas crenças limitantes, de modo a provocar a ampliação da consciência e a descoberta de possibilidades de satisfação pessoal. Em essência o processo de “coaching” coloca o indivíduo em contato com ele mesmo, identificando o que ele faz e pratica – que está em sintonia ou não com sua alma e identidade pessoal.

Qualquer pessoa pode solicitar um “coaching”?

Cristina: Sim, não há limites de idade, exceto, é claro, crianças. Inclusive, é indicado para jovens que estão em conflito na escolha da profissão, por exemplo. Ou que está com dúvidas em relação aos seus talentos pessoais e por conta disso encontra-se em conflito com os pais. É recomendado que o trabalho seja acompanhado pelos pais, porém a sessão ocorre apenas com o jovem e o acompanhante recebe um feedback periódico do processo, se assim quiser.

*CRISTINA GASPAR é CONSULTORA EM DESENVOLVIMENTO HUMANO E ORGANIZACIONAL e COACH ONTOLÓGICA. Contatos: cristina.gaspar@sferas.com.br/ Site: www.coaching.sferas.com.br

COMENTÁRIOS FINAIS:

Esta entrevista foi publicada em 05/03/2012 no Jornal Leve & Leia e gostaria de parabenizar a equipe editorial e, em especial, a Carina Bessa que conseguiu transmitir com leveza e objetividade nossa conversa sobre o tema. Uma edição dedicada ao sorriso e que certamente me motivou a sorrir! Vejam o link que contém a edição virtual:  http://www.leveleia.com.br/2012/_mar.htm  (vejam na página 5).

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