A ORIGEM DO COACHING E SUAS ESCOLAS DE PENSAMENTO

Considerada a nova tendência em gestão de pessoas, a prática do coaching vem sendo muito utilizada e ampliada nos últimos anos. Hoje, além do chamado Coaching Executivo, nota-se o surgimento de várias outras modalidades e formas de aplicar esta metodologia de desenvolvimento humano. Porém, uma pergunta ainda comum perante clientes e potenciais coachees é: onde mesmo surgiu o coaching?

Palavra inglesa que significa ato de treinar alguém, a origem desta palavra na verdade é húngara e é uma cidade na Hungria (Kocs), localizada às margens do rio Danúbio, que liga Viena à Budapeste. De acordo com a história, no século XV esta cidade começou a produzir carruagens que se tornaram as mais cobiçadas de toda Europa. Assim, as carruagens de Kocs foram batizadas popularmente de kocsi szeker e os nativos da cidade de kocsi. Naturalmente, a língua evolui e passou a chamar os condutores de carruagens de kocsis e coaches.

A migração da palavra para técnico ou treinador de profissionais possui duas histórias: a primeira se trata de uma metáfora e diz que no século XVIII o coach era o tutor que guiava as crianças pelos diversos campos do conhecimento – em analogia às carruagens da época que carregavam as famílias pelos campos da Inglaterra. Esta é a passagem mais aceita.

A outra, também de origem britânica, diz que as famílias muito ricas quando em longas viagens pelo interior da Inglaterra a passeio ou a negócios, levava servos que liam em voz alta para as crianças no interior das carruagens (coaches) aquilo que elas deveriam estudar. Assim, ao se referir a esta forma de aprendizagem dizia-se que as crianças foram coached, ou seja, “foram instruídas dentro da carruagem”.

Se pensarmos na filosofia que esta prática envolve, sem ficarmos presos à nomenclatura, podemos também dizer que o coaching nasce na Grécia com seus filósofos. Platão com sua habilidade de dissecar fatos e situações com indagações criativas e Aristóteles que orientou Alexandre O Grande a buscar novas formas de enxergar a vida e estabelecer mudanças de comportamento para alcançar suas vitórias e conquistas.

O salto deste significado filosófico para a esfera esportiva não foi muito grande. Nas primeiras décadas do século XX, as universidades americanas começaram a chamar de coach os instrutores de seus atletas, especialmente os de esportes coletivos. E, uma curiosidade: no cinema e no teatro americanos também é muito comum a figura do coach para acompanhar os atores.

AS ESCOLAS DE COACHING

A ferramenta de coaching é o resultado de uma síntese de vários campos do conhecimento, como treinamento e aprendizado de adultos (andragogia), gestão de mudança, potencial humano, psicologia, teorias comportamentais, pensamento sistêmico, neurociência, entre outros. Cada um destes campos possui modelos teóricos e abordagens próprias de coaching, formando assim um rico painel de possibilidades e formas de aplicá-lo.

As diversas escolas de pensamento concordam em poucas coisas, porém o fato que “o coaching funciona” é uma delas. Não há uma explicação plenamente aceita que explica porque precisamos de coaching, como ele funciona e como fazê-lo melhor. Por conta deste arcabouço, o BLOGSFERAS buscou levantar sinteticamente quais são as principais bases teóricas dos processos de coaching que encontramos aqui no Brasil. Vejamos algumas escolas:

  •       PNL: fornece o conhecimento e técnicas capazes de dar uma nova e promissora visão sobre si mesmo e sobre o caminho pessoal e profissional. Esta linha utiliza a programação neurolinguística como base.
  •      COMPORTAMENTAL: abordagem integrativa fundada nas ciências comportamentais, que tem como foco de trabalho a transferência de aprendizado para a vida prática, através de mudanças comportamentais sustentáveis.
  •      G.R.O.W.: neste método cada letra refere-se a uma etapa do processo de desenvolvimento. São elas: Goal (meta – o que você quer?); Reality (realidade – o que está acontecendo agora?); Options (opções – o que você pode fazer?); Will (ação futura – o que você fará?). Assim, trata-se de um método baseado na força de vontade do indivíduo.
  •      NEUROCOACHING: reúne as disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso, tais como a anatomia e a fisiologia do cérebro, correlacionando-as com disciplinas que explicam o comportamento, o processo de aprendizagem e a cognição humana, bem como os mecanismos de regulação do organismo.
  •      FILOSÓFICO: prioriza a modificação comportamental do cliente através da percepção da realidade dos fenômenos por meio de diferentes olhares. A partir dessas várias visões, o indivíduo é levado a escolher a melhor estratégia para superar dificuldades e alcançar metas e objetivos.
  •      ONTOLÓGICO: trabalha fundamentalmente no DOMÍNIO DO “SER”, produzindo mudanças no tipo de observador que uma pessoa é. Uma vez que as mudanças ocorrem na pessoa (e por ela mesma), sua perspectiva aumenta e ela se torna um observador diferente se tornando capaz de realizar ações diferentes e conseguindo resultados diferentes nunca antes alcançados por ela.

Ao fazermos esta rápida pesquisa e compilação sobre as diferentes escolas de pensamento, embasadoras de técnicas de coaching, notamos o quanto elas interagem, em geral, diferenciando-se apenas na forma com que concebem o processo de mudança e desenvolvimento de pessoas. Alguns defendem a a partir da adoção de novos padrões, outros através da consciência de comportamentos emperradores e, outros ainda, colocam o ser humano no papel de observadores de si mesmos e a partir daí leva-o a rever objetivos, paradigmas, julgamentos, crenças, etc.

Esperamos ter contribuído em alguma medida para tirar dúvidas e ampliar conhecimentos sobre este tema. Mandem seus comentários, até mais!!!

Cris Gaspar – Consultora em Desenvolvimento Humano e Organizacional –  Sferas CONSULTORIA

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5 comentários sobre “A ORIGEM DO COACHING E SUAS ESCOLAS DE PENSAMENTO

  1. Adorei o post!
    É muito valioso conhecer os diferentes tipos de Coaching existentes para que, quando o individuo decida passar pelas orientações que ele oferece, escolha o mais indicado para ele naquele momento – o que aumentará a eficácia e satisfação dele.

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    1. Olá Romero, muito interessante seu comentário, pois coincide com a minha proposta ao escrever este post. Informar mais para decidir melhor, esta é uma linha de pensamento que acredito e prezo muito. Obrigada pelo comentário e espero que aprecie outros posts do BLOGSFERAS!

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  2. Olá Cris Gaspar, estou escrevendo e pesquisando sobre coachin e encontrei esta página. Você poderia me enviar as fontes às quais utilizou para escrever sobre o coaching, seria muito útil pois eu poderia aprofundar minhas pesquisas justamente nos temas da origem, escolas e influencias, além de sua utilizade, contribuições e técnicas.
    Ficaria muito agradecida. Cordialmente, Rafaela.

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    1. Prezada Rafaela,

      Na verdade peguei estas informações das apostilas da formação de coaching que fiz e de colegas coaches que já atuam na profissão há bastante tempo. Posso te ajudar informando sobre alguns autores, tais como: Heidegger, Austin, Searle, Flores, Spinoza , Maturana, Rafael Echeverria, Leonardo Wolk. Espero ter auxiliado em alguma medida, grata, Cristina Gaspar

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