Desenvolvimento Humano e Profissional

O Jornal New York Times publicou em 13 de Janeiro de 2012 um artigo de autoria de Susan Cain, intitulado “The Rise of the New Groupthink”. Trata-se de uma crítica à forma pela qual o trabalho em equipe que valoriza a colaboração acima de tudo, deixando em segundo plano os indivíduos vistos como “gênios solitários”.

O problema com essa visão do processo criativo é que pesquisas conduzidas por pesquisadores de prestígio como Mihaly Csikszentmihalyi & Gregory Feist vêm apontando que a maioria das pessoas mais criativas em seus respectivos campos tendem a ser introvertidas, que não tendem a se unir a equipes naturalmente. Essas pessoas costumam agir de forma mais criativa quando estão em um ambiente onde tem privacidade e a liberdade de não serem interrompidos.

Steve Wozniak, co-fundador da Apple, é um defensor da importância do trabalho solo no desenvolvimento de invenções e inovações: ele acredita que bons engenheiros como ele são pessoas que vivem “em suas próprias cabeças”, quase como artistas, e que fazem seu melhor trabalho sozinhos, não em comitês ou equipes. Essa visão é diametralmente oposta à mais comum encontrada em empresas de hoje. Nos EUA, estima-se que 70% dos trabalhadores do conhecimento atuam em escritórios abertos, onde ninguém possui um “cantinho próprio”, privado. Nas escolas públicas americanas também há esse fenômeno do “Novo Groupthink”: todo tipo de aula, desde matemática até escrita criativa é feito em grupos ou comitês. Em algumas salas ocorre o fenômeno de que os alunos só podem fazer perguntas se todo o seu grupo aceitar fazer a mesma pergunta.

Cain encontra a influência do “Novo Groupthink” até mesmo em instituições religiosas, especialmente em “Mega Igrejas” onde se enfatiza um estilo de adoração teatral, onde se deve “louvar a Deus em voz alta para todos verem”. Obviamente, uma boa dose de trabalho em equipe pode ser estimulante para a troca de idéias e construção de confiança. Mas existe uma forte diferença entre associar-se a um grupo onde cada membro atua sobre seu pedaço de um quebra-cabeças e ser forçado a comparecer a reuniões intermináveis ou chamadas de conferências conduzidas em escritórios onde não há nenhuma defesa contra o olhar de todo mundo ao mesmo tempo.

Há estudos que indicam que escritórios muito abertos fazem os trabalhadores ficarem mais hostis, inseguros e distraídos, além de contribuir para casos de pressão alta, stress, exaustão e epidemias de gripe. A esses problemas adiciona-se o fato de que trabalhadores que são frequentemente interrompidos chegam a fazer 50% mais erros e demoram o dobro de tempo para fazer o trabalho. Escritórios com cubículos são opções que costumam ser mais aceitas por quem trabalha neles do que escritórios completamente abertos, já que os cubículos oferecem uma chance de privacidade, um cantinho para se esconder de todo mundo. A privacidade também nos faz mais produtivos.

Em uma pesquisa realizada em cerca de 600 empresas de TI, foi verificado que a maior parte dos gaps em desempenho entre empresas se devia a quanta privacidade e formas de evitar interrupções os programadores tinham a seu dispor. Agir sozinho também pode nos ajudar a aprender, segundo o psicólogo Anders Ericsson: para se tornar um mestre em alguma atividade, é importante dedicar tempo e esforço a aquilo que mais exige esforço pessoal de nós mesmos, e geralmente a melhor forma de nos darmos esse tipo de desafio é estar sozinho.

Nesse mesmo tópico, sessões de Brainstorming tendem a ser um dos mais comuns, porém piores, meios de se estimular a criatividade. O Brainstorming é uma prática que ganhou muita força conforme o trabalho em equipe se tornou um conceito mais e mais difundido em empresas, mas décadas de estudos sobre essa prática apontam que elas geram idéias e resultados geralmente mais fracos do que atuações em grupos menores ou de indivíduos sozinhos. O problema do brainstorming é que muitas vezes eles estimulam indivíduos a ficarem de lado e deixar outros fazerem o trabalho, e indivíduos que discordam do grupo raramente se pronunciam por sentirem medo de serem desprezados pelo grupo. Diversas pesquisas vêm tornando o brainstorming uma prática cada vez menos recomendada nas empresas: a performance do grupo piora quanto maior o grupo se torna, e quando pessoas motivadas e talentosas estão trabalhando em um projeto, elas dão melhores resultados trabalhando sozinhas quando a criatividade ou eficiência é a prioridade. Vale notar que existe uma exceção: o brainstorm eletrônico, onde quanto maior o grupo, melhor. O motivo disso é que o anonimato do computador e da internet resolvem muitos dos problemas associados ao brainstorming tradicional.

É claro que nenhum homem é uma ilha. Para se conseguir o melhor dos mundos do trabalho em equipe e do trabalho individual, é necessário ir além do “novo groupthink” e permitir que, em tempos diferentes, as pessoas possam escolher entre trabalhar em grupo e conversar tomando um cafezinho no local de trabalho, ou então em outros momentos irem para um lugar privado e poderem agir com autonomia. O artigo completo pode ser lido em: http://www.nytimes.com/2012/01/15/opinion/sunday/the-rise-of-the-new-groupthink.html?pagewanted=all

Texto publicado no THE NEW YORK TIMES em 13/01/2012

Enviado por Carlos Capozzi  – Coach Ontológico

Ontologia significa estudo do Ser. Já coaching é uma abordagem de desenvolvimento humano e profissional que tem como objetivo auxiliar pessoas de qualquer área de atuação a maximizar seus resultados com base na otimização de seus próprios recursos técnicos e emocionais.

Assim, o coaching ontológico baseia-se no entendimento e na compreensão do Ser para então apoiá-lo em seu esforço de desenvolvimento em certo papel. Este papel pode ser profissional, social, acadêmico, esportivo, familiar, etc.

Neste estudo do Ser, é preciso entender como este indivíduo enxerga o mundo e a sua relação com ele. Este Ser, também chamado de “observador do mundo e de si mesmo”, ao ser adequadamente estimulado, é convidado a mudar de ângulo e enxergar detalhes e variáveis não consideradas no seu dia a dia. Mudar a perspectiva do “observador” representa mudar o “observador”, pois ele passa a reconhecer novas possibilidades, novas alternativas, novos mundos.

Também é importante notar que, na abordagem do coaching ontológico, a mudança requerida acontece de dentro para fora, pois uma vez que o Ser reconhece qual é sua influência e responsabilidade no contexto em foco, ele passa a entender racional e emocionalmente o que precisa melhorar, transformar ou aprimorar. Por isso, a mudança estimulada no processo de coaching ontológico tende a ser de longo prazo e sustentada.

UM EXEMPLO PRÁTICO

Vamos entender isso usando um exemplo real. Certa vez, comecei a atender uma empresa cuja atividade é essencialmente vendas, sendo player de um mercado extremamente competitivo, volátil e com mão de obra escassa. A demanda era reduzir o turn over, aumentar a retenção de pessoas e potencializar a performance da força de vendas.

No primeiro ano de trabalho, os resultados aumentaram sensivelmente; no segundo ano, a taxa de crescimento foi razoavelmente boa, porém alguns pontos já ‘corrigidos’, voltaram a aparecer e gerar desmotivação. No terceiro ano, decidimos fazer um programa de desenvolvimento com os líderes e, neste trabalho, surgiram pistas que indicavam que os problemas surgiam a partir de determinados comportamentos e atitudes do líder principal da empresa. Daí propus um processo de coaching com o Presidente.

Neste trabalho, descobrimos que este Ser (no papel de líder principal de uma empresa) estava desacreditado sobre o retorno de seu investimento no negócio. Além disso, ele considerava que qualquer esforço naquela empresa não reverteria em benefícios e, por isso, já começava a delinear um novo negócio. Pimba!!! Com esta descoberta ele pode enxergar como estava se comunicando e como estava sendo percebido pelas suas equipes. A mudança veio naturalmente depois que ele redefiniu seu objetivo profissional para os dois anos subsequentes.

O COACHING ONTOLÓGICO EXECUTIVO

O exemplo acima relatado nos mostra com clareza uma experiência ontológica, uma vez que o Ser (o líder principal) ao entrar em contato objetivamente com suas questões pessoais, expectativas e mesmo frustações em relação ao desempenho da própria empresa, pode perceber que a sua reação pessoal não estava contribuindo para o alcance de uma performance superior. Este Ser refletiu sobre seu desejo de criar um novo negócio, identificando os pontos favoráveis e desfavoráveis desta iniciativa, concluindo assim que necessitaria de planejamento de recursos para agir acertadamente.

A mudança de atitude nestes casos acontece de modo muito natural, pois é decorrente de um processo de consciência racional e emocional simultaneamente. É verdadeiramente iluminadora. Assim, o coaching executivo numa abordagem ontológica costuma oferecer maior sustentação ao processo de mudança requerido, uma vez que analisa objetivamente contextos, dilui o pré-julgamento e extrai os recursos necessários (existentes ou não) para orientar o foco e motivar a ação adequada ao objetivo do cliente-coachee.

Assim, o processo de coaching executivo ontológico se traduz no novo olhar sobre a responsabilidade e ação da pessoa na questão em foco, na aceitação de características impeditivas e impulsionadoras do desempenho desejado, na construção de um plano de ação realista tanto em termos de recursos quanto de tempo para se alcançar o alvo desejado. É mesmo uma experiência que expande as fronteiras atuais e transforma o Ser.

Hoje vamos falar sobre o papel e a importância da emoção nas nossas relações e na produtividade profissional. Será que ela é mesmo importante?

As notícias mais recentes sobre o tema atestam que sim, aliás, coloca a emoção como fator decisivo para o alcance do sucesso e, porque não dizer, da felicidade.

Recentemente, neurofisiologistas descobriram que o coração é um órgão de inteligência. Mais da metade do coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais; uma leitura do espectro de frequência do coração pode ser medida a partir de três metros de distância do corpo, sem colocar eletrodos sobre ele!

O anel eletromagnético do coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência. A Terra está também no centro de um anel, assim como o sistema solar e a nossa galáxia. Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.

Quando desligamos da sabedoria inata de amor do coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle. Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível que, muitas vezes, ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao seu redor, é onde podemos encontrar a nossa força, fé, coragem e compaixão, permitindo que a maior inteligência emocional guie nossas vidas.

A Bioquímica da Emoção                               

Além das descobertas físicas e biológicas relacionadas ao coração, as substâncias bioquímicas também operam no corpo humano e produzem atividades capazes de impedir ou impulsionar nossas ações. Aqui estamos falando dos nossos hormônios.

De acordo com o estudo do Profº de Biogerontologia – Dr. Juan Hitzig, cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos cinco trilhões de células que formam o nosso organismo. Durante anos, o Profº Hitzig pesquisou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que, além das características biológicas, o denominador comum entre todas está em suas condutas e atitudes.

Ele descobriu que determinadas atitudes promovem a secreção de SEROTONINA, considerada responsável pela produção de “Sangue Bom”, ou seja, geradora de bom humor, disposição, visão otimista da vida, flexibilidade interpessoal. E já outras condutas geram o CORTISOL, responsável pelo “Sangue Ruim” que oportuniza doenças e acelera o envelhecimento. Deste modo, Hitzig classificou as atitudes em dois grupos: “R” e “S”. Vejam:

Já faz um tempinho que Daniel Goleman chamou-nos atenção para a Inteligência Emocional. Em sua tese, ele defende que o Q.I. (quociente de inteligência) sozinho não é capaz de levar ao sucesso, uma vez que é através da condução das próprias emoções que somos mais eficazes nas nossas relações interpessoais. Vejam o que Goleman publicou em 1995:

A sociedade contemporânea foi levada a acreditar que a presença da emoção em determinadas interações sociais são desaconselháveis ou mesmo perniciosas, como é o caso da vida profissional. Com isso, o ser humano enveredou por um caminho que o afastou de sua essência e de um valor tão importante e profundo como é o Amor. Além disso, desenvolveu doenças físicas e psíquicas que propiciam uma vida sem qualidade e ausente de realizações plenas.

Precisamos mudar as engrenagens do estado mental preponderantes que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar no coração” e acessar a sabedoria interior do Universo. Esta é a forma como cada um de nós vai criar a mudança no mundo, criar paz, harmonia e equilíbrio, e desta forma, entrar em contato com nossos talentos, habilidades e potenciais ainda pouco explorados. Sem dizer que iremos transbordar em serotonina e, consequentemente, em saúde e logevidade.

Feche os olhos agora e responda: “o que o seu coração está lhe dizendo?”. Exercite isso!

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais… mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem. 2011 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal! Às vezes se espera demais das pessoas. Normal! A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal!

2012 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de um lance que adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE). Chorar faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial.

2012 pode ser um ano muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2012 pode ser maravilhoso, lindo, espetacular… Depende de mim, de você! E que seja! Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!

 

Elizabeth Jote – Coach – enviado em 29/12/2011 numa tarde nublada de verão em São Paulo

Esta semana, caiu em minhas mãos um texto do Instituto AKATU sobre os oito R’s do consumo consciente, cujo intuito é fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Daí, como é final de ano, me senti estimulada a cutucar os leitores do BLOGSFERAS a pensar sobre isso, só que no enfoque  do SER. Vamos então aos OITO R’s DO SER CONSCENTE? Vejamos:

  1. REFLETIR: nos últimos tempos, você tem parado para refletir sobre suas ações e resultados. Este é um hábito saudável e que o coloca mais integrado sobre o seu desempenho em todos os campos de sua vida.
  2. REDUZIR: que tal jogar fora o que não serve, doar o que está em excesso? Este exercício poderá provocar uma sensação de leveza bastante saudável, além de abrir espaço para o novo!
  3. REUTILIZAR: nem tudo é descartável! Nem tudo tem apenas uma função!
  4. RECICLAR: pense no que está a sua volta e eleja algo que merece ser reciclado, RENOVE-SE!!!
  5. RESPEITAR: aqui vale um cutucão, respeite a natureza, respeite o seu colega de trabalho, respeite o seu subordinado, respeite os idosos… e acima de tudo pratique o respeito por si próprio.
  6. REPARAR: quebrou algo? magoou alguém? cometeu um erro? Calma, tudo tem solução, basta você se dispor a isso, seja humilde e assuma a falha.
  7. RESPONSABILIDADE: você é o único responsável pela sua carreira, pelo seu desenvolvimento, pela sua felicidade. Transferir este R significar dar a outros um poder que não existe. Assuma o controle, EMPODERE-SE!
  8. REPASSAR: ajude o mundo a se transformar, comece disseminando boas práticas, transmitindo boas informações, compartilhando experiências. Que tal começar a praticar este R repassando este texto para outras pessoas???

E, por último, lembre-se um SER CONSCIENTE é um SER LIVRE!

CRIS GASPAR – Coach Ontológica e Consultora em Gestão de Pessoas

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